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    AEAARP lança gibi para orientar sobre obras e reformas

    Publicação será distribuída em escolas; associação orienta sobre a contratação de profissionais habilitados para a realização de projetos de construção e reforma

    Para construir uma casa, quem deve ser contratado? A Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (AEAARP) acaba de lançar uma campanha para informar e conscientizar a população sobre as atribuições de engenheiros, arquitetos e agrônomos.”Fazer uma casa não é simplesmente subir paredes, abrir vãos para janelas e portas e cobrir com um telhado. Existem normas técnicas, como segurança, iluminação e ventilação que devem ser observados”, exemplifica o engenheiro Arlindo Sicchieri, diretor da associação.
    Um gibi conta a história da família de João e Maria, casal que sonhava com a casa própria. Para construí-la, entretanto, não contrataram profissionais habilitados pelo Conselho de Engenharia e Agronomia de São Paulo (CREA-SP) e pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU-SP).
    Nas 12 páginas, João e Maria padecem com o calor, a falta de capacidade elétrica das instalações e uma das cenas mostra uma situação bastante corriqueira em obras e reformas realizadas sem o acompanhamento de profissionais habilitados: a janela do banheiro sobre a pia da cozinha. Isto é, a distribuição dos espaços internos da edificação poderia ter sido projetada para atender às necessidades da família e as normas de construção.
    Arlindo esclarece que isso acontece em reformas e ampliações de imóveis. “A falta de projeto confina o banheiro no centro da casa, comprometendo a ventilação, privacidade e, neste caso, também o conforto da família”, explica.
    Depois de mostrar a saga da família para se adaptar ao imóvel, que foi construído desrespeitando normas técnicas, a publicação lista uma série de dicas para quem quer contratar engenheiros, arquitetos e agrônomos.
    A AEAARP recomenda que aqueles que vão construir ou reformar um imóvel, busquem profissionais habilitados pelos conselhos de classe, informem-se sobre o histórico desses profissionais nos respectivos conselhos, avaliem os trabalhos já realizados pelos profissionais e exponham seus sonhos e necessidades àqueles que vão fazer o projeto.
    Carlos Alencastre, presidente da AEAARP, lembra que os profissionais habilitados pelos conselhos de classe assumem responsabilidades com as obras. “A responsabilidade técnica resguarda os direitos dos contratantes, preserva a segurança de todos e a qualidade do trabalho”, lista. Além disso, lembra, executar projetos com profissionais habilitados pode significar economia, uma vez que evita o desperdícios de materiais, por exemplo.
    O gibi será distribuído nas escolas da cidade, em eventos que a AEAARP promove para comemorar os 70 anos de fundação e entidades que reúnem síndicos e condomínios. Há também versão online no portal www.aeaarp.org.br. As ilustrações são de José Carlos Fecuri e a coordenação editorial é da Texto & Cia Comunicação.

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    Em oito dias de greve, perdas de grandes setores já superam R$ 34 bi

    Apenas a cadeia produtiva da pecuária de corte deixou de movimentar até R$ 10 bilhões; com a paralisação de obras, a construção civil estima perdas de R$ 2,9 bilhões, enquanto distribuidores de combustíveis calculam prejuízo de R$ 8 bilhões até agora

    Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

    29 Maio 2018 | 04h00

    Importantes segmentos da economia já contabilizam, ou estimam, perdas superiores a R$ 34 bilhões nos oito dias da greve dos caminhoneiros completados ontem. Só a cadeia produtiva da pecuária de corte deixou de movimentar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, informa a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de carnes (Abiec).

    Segundo a entidade, das 109 unidades de produção, 107 estão paradas e duas operam com 50% da capacidade. Há 3.750 caminhões parados nas estradas com produtos perecíveis prestes a vencerem. No segmento de frangos e suínos o prejuízo acumulado é de R$ 3 bilhões e 64 milhões de aves já morreram, diz a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Há riscos de morte de 1 bilhão de aves e de 20 milhões de suínos.

    Ontem, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) enviou ao governo ofício pedindo urgência e prioridade para a escolta de veículos que transportam produtos perecíveis, animais e rações.

    “Há perdas que poderão ser recuperadas, mas outras não”, diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel. Ele estima em até R$ 1,7 bilhão a perda de faturamento líquido do setor, que tem 90% das empresas com dificuldades operacionais.

    No comércio varejista, a Fecomércio estima que, mantida a paralisação, as perdas diárias em vendas em todo o País podem chegar a R$ 5,4 bilhões. Os distribuidores de combustíveis deixaram de faturar perto de R$ 8 bilhões desde o início da greve, calcula a Plural, associação das empresas do setor.

    No setor da construção civil há várias obras paralisadas, informa José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Estimativa indica que o setor deixou de gerar R$ 2,9 bilhões. “A falta de concreto é o maior problema no momento”.

    A indústria farmacêutica acumula em oito dias prejuízos de R$ 1,6 bilhão. Nelson Mussolini, presidente do Sindusfarma, alerta ainda para a dificuldade de acesso da população aos medicamentos, “o que pode trazer consequências indesejáveis”.

    As perdas da cadeia do leite chegam a R$ 1 bilhão, segundo a Associação Brasileira de Laticínios. A cifra inclui 300 milhões de litros de leite descartados.

    A indústria automobilística, que tem a maioria das fábricas paradas desde sexta-feira, não divulgou prejuízos. Cálculos com base na média da produção diária indicam que 25 mil veículos deixaram de ser produzidos em dois dias, mas grandes fabricantes, como GM, VW e Ford estão paradas há mais tempo.

    Paralelamente às perdas da indústria e do comércio, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) indica que R$ 3,86 bilhões deixaram de ser arrecadados em tributos. “Isso tem reflexo nas contas públicas, pois o orçamento já conta com essa arrecadação para dar andamento a projetos, folha de pagamentos, investimentos, etc”, diz o coordenador do estudo, Gilberto Luiz do Amaral. Para a economia, diz ele, deixaram de ser movimentados mais de R$ 26 bilhões. / COLABORARAM RENEE PEREIRA E GUSTAVO PORTO

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